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Expectativas em alta para o arroz 2019

Green rice field in Taiwan

As expectativas são boas para o mercado de arroz em 2019. Segundo o site Universo Agro, com a elevação do dólar, o momento é favorável para exportação do cereal. Além disso, com o estoque já projetado para o dia 28 de fevereiro do próximo ano, os produtores brasileiros de arroz esperam um mercado interno mais firme até o o primeiro trimestre de 2019. Assim, conforme destacou a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), o produtor terá tempo para planejar a venda do produto que já está colhido e guardado.

No início de agosto deste ano, conforme destacou o portal Planeta Arroz, o produto fechou o mês dentro do seu padrão típico. Ou seja, em equilíbrio entre oferta e demanda, com valorização crescente ao longo da entressafra provocada pela demanda. Conforme explicou o portal, a baixa projeção de estoques de passagem tem gerado maior disputa entre a indústria e os exportadores, deixando os arrozeiros com produto em depósito em condições favoráveis para determinar os preços.

O futuro é positivo para produtores de grãos

Em paralelo às boas expectativas para os arrozeiros, surge a declaração no Ministério da Agricultura, que prevê um avanço de 30% na produção agrícola para a próxima década. Os dados nos mostram que nos próximos dez anos a safra chegará a 302 milhões de toneladas, sendo 69 milhões maior que a deste ano.

Ainda de acordo com o Ministério, o incremento deve ser puxado, principalmente, pela produção de soja e milho. O aumento não fica apenas na produtividade, mas também na expansão de área plantada de todas as lavouras (algodão, arroz, banana, batata inglesa, cacau, café, cana-de-açúcar, feijão, fumo, laranja, maçã, mamão, mandioca, manga, melão, milho, soja grão, trigo, uva).

Farmer tractor driver picking

No Brasil, a estimativa é de que os 75 milhões de hectares de 2018 cresçam para 85 milhões de hectares nos próximos dez anos. O crescimento global será de 13,3%, o equivalente a 10 milhões de hectares em regiões de pastagens naturais ou por reaproveitamento degradadas, conforme o estudo.

O cultivo de grãos (algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale) terá variação de área de 14,9%, indo de 62 milhões de ha para 71 milhões de ha, em 2027/28 (9 milhões de hectares maior). Esse grupo de produtos deverá ter a produtividade como o principal driver (motor/impulsionador) de crescimento, pois a produção deve aumentar cerca de 30% em dez anos.

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