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Relatório da Administração
Senhores Acionistas,
1. CENÁRIO DE MERCADO
Em 2005, tivemos a seca na região sul, com uma queda significativa nos volumes esperados para a safra de grãos daquele ano, bem como a perda de renda decorrente do descasamento entre custo de produção e preço de venda das commodities, devido a valorização cambial do real frente ao dólar.
Já em 2006, nos deparamos com a continuidade do cenário adverso do ano anterior, com uma taxa cambial em níveis abaixo da expectativa, oscilando entre R$ 2,10 e R$ 2,20, influenciando diretamente os preços das commodities agrícolas (em reais). Com isso, houve uma evidente queda de renda do produtor rural e um acentuado nível de endividamento, inibindo todas as possibilidades de investimento, resultando numa queda do segmento como um todo, de quase 70% em relação ao desempenho verificado no ano de 2004.
A área plantada na safra 05/06 teve uma redução de 3,6%, ou seja, caiu de um total de 49,1 milhões de hectares para 47,3 milhões de hectares. Por outro lado, a safra de grãos nesse ano foi de 120,7 milhões de toneladas, representando um crescimento em relação à safra anterior de 6%.
O agronegócio brasileiro tem mostrado competitividade suficiente para bater recordes consecutivos, tanto nos volumes de exportação, quanto no saldo da balança comercial. O País demonstra um sinal claro de consolidação da cultura exportadora consistente dentro das cadeias produtivas, principalmente nos segmentos de grãos e carnes, tornando-se um verdadeiro esteio da economia nacional. Fatores como disponibilidade de recursos naturais e aplicação de tecnologia têm sido fundamentais para a competitividade do setor no âmbito internacional.