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Relatório da Administração
Senhores Acionistas,
Com 80 anos de existência, a Kepler Weber é sinônimo de qualidade e excelência no processamento de aço para sistemas de armazenagem e transportes de grãos, instalações industriais e terminais portuários, estruturas metálicas, peças e serviços de reposição, tanques de resfriamento de leite em aço inox, inclusive para transporte rodoviário e ordenhadeiras.
No ano de 2005, a Kepler Weber iniciou uma nova fase com a duplicação de sua capacidade de produção. O incremento decorreu do início das atividades da nova e moderna fábrica localizada em Campo Grande (MS).
Estruturada para o atendimento específico do segmento de armazenagem, a nova unidade operou no primeiro semestre de 2005 em fase de implantação e try-out, que consistiu em ajustamento, parametrização de máquinas, equipamentos e dos produtos fabricados. Nesta fase de implantação foram consumidos recursos financeiros envolvendo desde a matéria-prima até os recursos técnicos e de treinamento necessários ao bom funcionamento das atividades.
Esse ano foi também fortemente marcado pela alteração na composição dos produtos elaborados pela empresa. O incremento de produção nos setores de instalações industriais e terminais portuários mostrou a versatilidade da Kepler Weber em termos de produtos e segmentos explorados.
Estes novos segmentos estão completamente em sintonia com as necessidades presentes e potenciais futuras do Brasil em melhorar sua infra-estrutura nesta época em que o país tende a intensificar a corrente de comércio.
A Kepler Weber também procurou se adaptar às condições adversas no segmento do agronegócio, aprimorando continuamente seus procedimentos e processos em geral. Diversas melhorias provocaram diminuição de custos e despesas.
Contudo, devido à produção abaixo do esperado para o segmento de grãos, o resultado anual da Kepler Weber mostrou-se muito aquém do possível em suas novas condições.
O ano de 2005 para o agronegócio, principalmente no segmento de grãos, apresentou a conjugação de uma série de efeitos prejudiciais e pontuais, que acabaram por dificultar o desempenho do setor, destacando-se os seguintes:
1. O volume de grãos colhidos foi da ordem de 113,5 milhões de toneladas, representando um declínio de 4,9% em comparação ao obtido no ano anterior e perda de 15,3% em relação às estimativas feitas no início da safra;
2. Dentre os impactos decorrentes da frustração da safra agrícola, três aspectos merecem ser destacados, todos com implicações para o cenário macroeconômico:
a. A perda de renda agrícola e seus efeitos sobre a demanda interna;
b. A influência da menor oferta sobre a evolução dos preços internos;
c. A perda de receitas de exportação.
3. Em relação à perda de renda, além da redução da produção imposta pelas condições climáticas, observou-se a evolução desfavorável de preços de importantes produtos, tais como: soja, trigo, milho e arroz, que registraram quedas reais de 34%, 18,5%, 11,6% e 7,1%, respectivamente;
4. Corroborando com estas afirmações, citamos que o “Valor Bruto da Produção”, expressão monetária da soma de todos os bens e serviços produzidos em determinado território econômico, num dado período de tempo, está traduzido numa queda de 11,20%, quantificada para os principais produtos, como segue: queda de 18,7% no arroz; 27,6% no milho; 32,60% na soja e 17,4% no trigo. Destacamos que nos produtos citados reside a demanda de investimentos em armazenagem;
5. Outra conseqüência relevante da perda de renda da agropecuária refere-se à descapitalização do setor, com implicações diretas nos níveis de investimentos;
6. Por outro lado, e somando-se a isto, a apreciação do real frente ao dólar americano acarretou a menor geração de reais frente a maiores exportações, contribuindo, também, para a diminuição da renda do setor.