Armazenagem e Cia

Kepler Weber identifica melhoras no setor de armazenagem

Frente à crise que atingiu o Brasil nos últimos anos, a Kepler Weber identificou sinais de melhora no final de 2016. De acordo com Oliver Colas, vice-presidente da empresa, esses indícios de retomada do mercado já eram notados desde abril e se concretizaram apenas agora, no terceiro trimestre. “Observamos no segundo trimestre a inversão da desconfiança dos investidores a partir de um maior número de cotações e pedidos. O trimestre atual confirmou este cenário tanto pelo desfecho da crise política quanto pelo anúncio de uma série de medidas econômicas visando o retorno do equilíbrio fiscal”, explica Colas.

Na metade do mês, a KW anunciou os resultados da receita líquida do período. Segundo os dados, no acumulado do ano, o faturamento soma R$ 325 milhões, uma retração de 32,6%. Entre julho e setembro, o lucro líquido chegou a R$ 2,3 milhões, queda de 65,5% em relação ao mesmo intervalo de 2015. Apesar dos dados parecerem negativos, Colas ressalta que o nível de entrada dos pedidos neste terceiro trimestre já é cerca de 50% acima do nível observado na primeira metade do ano.

 

O avanço no setor de armazenagem se deve por uma série de motivos, entre eles, a melhora do contexto econômico brasileiro e o efeito da sazonalidade, que, historicamente, conta com o aumento no número de investimentos por parte de produtores, cooperativas e indústrias. Além disso, a projeção positiva para o setor agrícola foi outro fator que influenciou o crescimento da armazenagem. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de 2016/2017 pode aumentar em até 15,6%, variando entre 201,9 milhões de toneladas e 215,1 milhões de toneladas de grãos.

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