Dicas

Quando jogos educativos auxiliam o agronegócio brasileiro

Os aplicativos para celulares e tablets estão deixando de ser puro entretenimento para tornarem-se ferramentas de educação. Isso porque já passou o tempo em que educadores tentavam lutar contra esse hábito, que hoje está tão presente na vida dos jovens. Atualmente, é preciso enxergá-los como novas alternativas para melhorar a qualidade do ensino, tornando-o mais atrativo e interativo.

No colégio Dom Bosco, em Curitiba, por exemplo, os alunos ganham tablets e netbooks desde o 6º ano do ensino fundamental. Conforme foi explicado pelo Estadão, a escola trabalha de duas maneiras: recorre a objetos educacionais digitais, como vídeos, animações, imagens e infográficos para dar suporte às aulas, e estimula a pesquisa dos alunos na internet, com a orientação do professor sobre como encontrar a informação desejada de forma segura e a partir de fontes confiáveis. Mas será que essa ferramenta consegue sair do ambiente escolar para chegar até o campo?

O jogo chamado Agribusiness Game mostra que sim. Desenvolvido pelo brasileiro José Américo da Silva, para computadores e aparelhos móveis, o jogo simula a administração de uma propriedade rural. Assim, o usuário deve gerenciar desde o manejo sanitário com os animais, as finanças, os recursos humanos, as compras de insumos até a produção necessária para o sucesso do seu negócio.

José, que também é presidente do Instituto de Educação no Agronegócio (I-Uma), explica que há tempos o setor despontava com diversas tecnologias de produção, entretanto, faltava um instrumento de educação a distância que usasse essa linguagem mais lúdica. Dessa forma, em breve, o jogo também será lançado como uma das ferramentas do Agroeduc, um programa de ensino a distância do I-Uma. Inicialmente, ele será voltado apenas para a produção leiteira, mas a ideia é que até o segundo semestre de 2017 sejam criadas versões que simulem fazendas de grãos, pecuária de corte e hortaliças.

A ferramenta pretende atingir cerca de 200 mil alunos em três anos, especialmente jovens agricultores. “Vamos instigar os jovens da agricultura familiar a tomarem decisões e a linguagem do jogo foi a melhor forma de se fazer isso”, diz Silva.

Fonte: Gazeta do PovoDinheiro Rural 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *