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EMBARQUE DE SOJA NO PORTO DE PARANAGUÁ É O MAIOR DA HISTÓRIA

A três meses para o fim do ano, o Porto de Paranaguá bateu o seu recorde histórico anual de exportação de soja. Até o final de setembro, já foram exportadas 9,5 milhões de toneladas do grão. Esse número é maior do que qualquer ano inteiro da história, sendo 12% superior ao antigo recorde anual, de 8,5 milhões de toneladas em 2015, e 27% superior ao total movimentado no ano de 2016 inteiro, quando foram exportadas 7,5 milhões de toneladas de soja.

 

O Porto de Paranaguá está localizado no estado do Paraná e é o maior porto graneleiro da América Latina. Não é à toa que, no país, ele já é conhecido por bater grandes recordes. Nos últimos dois anos, foram batidos 34 recordes históricos de movimentação de cargas. A maioria dos navios são vindos de países como Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Japão.

 

Desde 2011 já foram investidos cerca de R$ 624 milhões no repotenciamento e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações incluem a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos gates, a instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de mudanças no cais, que foi remodelado.

 

A modernização e aumento da capacidade de escoamento, aliados ao interesse chinês pela produção brasileira foram as principais razões pelo recorde histórico conquistado pelo Porto. De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a produção recorde de soja não interferiu na sua cotação internacional, favorecendo o produtor nacional.

 

“Nós fizemos a nossa parte ao longo dos últimos anos e capacitamos o porto para que hoje o produto possa ser escoado no momento mais interessante para o produtor agrícola do Paraná e do restante do Brasil”, completou.

 

 

 

Produção brasileira é a que mais cresceu

 

De acordo com um levantamento da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Brasil foi o país que mais aumentou a sua produção de soja entre os exportadores, colhendo cerca de 18,2 milhões de toneladas a mais em comparação à safra passada. Em seguida, estão os EUA com 10,4 milhões de toneladas a mais em relação à safra anterior.

 

“O Brasil é o país que mais tem aumentado a produção de soja, é competitivo no cenário mundial e tem cada vez mais se estruturado para exportar. Prova disso são os investimentos que ocorrem no Porto de Paranaguá. Isso tem alavancado as exportações e feito com que o mundo se volte cada vez mais para o agronegócio de nosso país”, afirma o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken.

 

Além disso, outro fator que contribuiu para o sucesso da produção de soja deste ano foi a colheita ter começado mais cedo no Brasil, em comparação com a última safra. No Paraná, os agricultores já haviam colhido 31% da soja do estado em fevereiro de 2017, enquanto que no mesmo período do ano passado esse percentual era de 7%.

 

“Por isso, o pico de exportação de soja ocorreu entre março e junho deste ano. Aliado a isso, ainda há o fato de que as safras não ocorrem ao mesmo tempo nos Hemisférios Norte e Sul. Enquanto o Brasil já plantou, colheu e agora está exportando soja, nos Estados Unidos o grão ainda está no campo”, explica Ricken.

 

 

Fonte: Portos e Navios

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