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AgTech: tecnologia no campo e futuro do agro

Safra recorde em tempo recorde. É assim que o Brasil pode definir o plantio da soja em Mato Grosso: em menos de 40 dias o Estado semeou metade da área prevista para a oleaginosa. Isso significa que os produtores experimentaram uma produção maior, em menos tempo. E as boas novas não são apenas para o mercado de soja ou para o estado do Mato Grosso.

O recente relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no dia 8 de novembro, mostrou que a safra brasileira de grãos 2018/2019 pode chegar a 238,28 milhões de toneladas. Confirmado o número, o Brasil experimentará um crescimento de 4,5% em relação a mesma temporada de 2017/2018 (227,97 milhões de toneladas).

Até nas hipóteses menos positivas, a colheita nova safra pode chegar a 233,68 milhões de toneladas, representando um crescimento de 2,5% em relação à safra passada, com a soja e o milho como principais culturas do país. Além disso, no último mês, dia 10 de outubro, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, declarou que o agronegócio brasileiro deve encerrar este ano com a marca de US$ 100 bilhões em exportações. Fato que reforça a importância do agronegócio para a economia brasileira.

Female farmer working on tablet computer in corn field

Agora, você deve estar se perguntando: como a produção agrícola do Brasil não para de crescer?

A resposta não está apenas em fatores naturais como o clima, que favorece o plantio e a colheita da maior parte das culturas brasileiras. Mas, principalmente, nas pesquisas e avanços tecnológicos que envolvem o setor agro. E não é de hoje que a tecnologia no campo é um assunto discutido na Kepler. Já falamos sobre a Agricultura de Precisão e como esse sistema que une informação a tecnologia permite o aprimoramento da produtividade das culturas (seja na quantidade ou na qualidade dos produtos). Relembre a matéria neste link.

E nós precisamos falar sobre a AgTech.

Hoje, percebemos uma nova onda de desenvolvimento, modernização e inovação ligadas ao agronegócio. São tecnologias voltadas para o monitoramento de safra e aumento de rentabilidade, uso de sensores no campo e floresta ou aplicação da tecnologia como método de gestão para controle da produção. Isso sem falar da tecnologia aplicada aos equipamentos agrícolas, como forma de tornar os processos mais seguros, econômicos e eficazes. Confira como a Kepler vem fazendo isso neste link. E tudo isso surge em um novo contexto mundial de inovação.

How do they look?

Você já ouviu falar no Vale do Silício? Podemos dizer que este lugar é o maior polo de inovação do mundo. Tudo o que é criado lá dita as tendências do mercado de tecnologia, surtindo efeitos na economia global. E no Vale do Silício já existe um movimento muito forte de modelos de negócios (ou investimentos) envolvendo o setor agro. Chamamos essa nova onda, que culminou no aparecimento de inúmeras StartUps voltadas ao agronegócio, de AgTech.

De acordo com o site StartAgro, até 2013, os investimentos em AgTech nos EUA seguiam relativamente estáveis. Boa parte das inovações na agricultura estava centrada em biotecnologia e sementes. Hoje, se espalham por áreas como softwares, aplicativos móveis, nanosatélites, drones, inteligência artificial, robótica e Internet das Coisas. E quando falamos em tecnologia e inovação, não falamos apenas no setor de pesquisa ou StartUps, mas tudo: até no desenvolvimento de tecnologias que tornem os equipamentos e processos do campo mais assertivos, eficaz e econômico.

E O BRASIL?

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Isso significa que o nosso país já começa a experimentar um forte período de efervescência deste setor. Apesar de estarmos apenas no começo deste processo, podemos perceber como o uso da tecnologia a favor do agro vem se tornando um assunto cada vez discutido entre os produtores brasileiros.

A AgroBrasilía deste ano, por exemplo, trouxe na sua 11º edição a discussão de como a tecnologia está transformando o campo, nos mostrando que as novidades vêm transformando paradigmas, mudando a forma de agir, pensar e trabalhar. Até aqui, fica perceptível como as novas tecnologias podem intensificar a produção brasileira, resta saber, agora, o que será do futuro: se o Brasil entrará neste novo ramo do agro como protagonista ou mero espectador (dica: nós, da Kepler, já fazemos a nossa parte entregando soluções cada vez mais efetivas para o processo de armazenagem).

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